RCS
Rede Câmbio Seguro
Panorama de mercado
4 de agosto de 2026
Atualizado hoje
Análise RCS · Dólar, Ouro & Remessas · Agosto 2026

Petróleo desaba, dólar perde força no mundo e o Copom decide amanhã.

O que muda para quem compra moeda para viagem, envia dinheiro ao exterior, importa ou avalia o ouro como reserva de valor.

Dólar comercial hoje
R$ 5,07
▼ girou entre 5,0555 e 5,0909
Fechamento anterior
R$ 5,0877
▲ 0,38% em 03/ago
Selic hoje
14,25%
decisão amanhã, 5/ago
Índice DXY (dólar global)
99,9
▼ abaixo de 100 pontos

Veredicto: dólar deve trabalhar entre R$ 5,00 e R$ 5,15 até a decisão do Copom

A moeda está travada na faixa de R$ 5,07 a R$ 5,09 há uma semana. Dois fatores seguram o real: o juro brasileiro ainda muito alto e a queda forte do petróleo, que reduz o medo de inflação. O que pode tirar o dólar dessa faixa é a decisão do Copom amanhã à noite e o relatório de emprego dos EUA na sexta-feira. Quem tem compra programada e não quer correr risco, este é um patamar historicamente confortável para travar parte do valor.

Por que isso está acontecendo

Trump cancelou os ataques ao Irã no fim de semana e anunciou negociação para reabrir o Estreito de Ormuz. O petróleo Brent despencou mais de 4,7% em um único dia, para cerca de US$ 83, acumulando queda perto de 8% na semana — e petróleo barato significa menos inflação no mundo todo. Em paralelo, o Fed manteve os juros americanos na faixa de 3,50%–3,75% em 29 de julho, mas com três diretores votando por alta: o banco central americano não corta juros tão cedo. Aqui dentro, os juros futuros já caíram e o mercado dá 98% de chance de o Copom cortar a Selic para 14,00% amanhã.

Euro · EUR/BRL
R$ 5,84
Euro forte contra o dólar (US$ 1,15). Viagem à Europa segue cara.
Libra · GBP/BRL
R$ 6,80
BoE manteve juros em 3,75% com 3 votos por alta. Libra sustentada.
Iene · JPY/BRL
R$ 0,0325
Iene saiu da mínima de 40 anos após intervenção. Japão ficou mais caro.
O fato da semana lá fora: EUA e Japão intervieram juntos no câmbio

Na sexta-feira (31/07), o Tesouro americano comprou ienes em ação coordenada com o Japão — a primeira compra de ienes por Washington desde 1998. O dólar, que chegou a valer quase 164 ienes (o maior nível desde 1986), recuou para a casa de 156 ienes. O efeito passou para todas as moedas: o índice DXY, que mede o dólar contra as principais divisas, caiu abaixo de 100 pontos. Traduzindo para o seu bolso: viagem ao Japão e compras em ienes ficaram cerca de 4% mais caras em poucos dias; já euro e libra seguem firmes, sem alívio para quem viaja à Europa. Para quem envia ou recebe em dólar, esse enfraquecimento global da moeda americana é o que está segurando o real.

Ouro (onça)
US$ 4.086
▲ 0,75% no dia
Ouro (grama, R$)
R$ 666
paridade de hoje
Paridade convertida Bolsa NY. Não é o valor utilizado nas operações.
Em 12 meses
+19,7%
valorização acumulada
Distância da máxima
−27,0%
recorde: US$ 5.597 (29/jan/26)

◆ Janela para aumentar posição

O metal está 27% abaixo do recorde de janeiro e trabalha travado perto de US$ 4.000 há semanas. Para quem acumula em etapas, esse patamar é um bom momento de comprar mais e melhorar o custo médio de aquisição.

◆ Quem já tem, segure

Vender agora é realizar prejuízo contra o topo do ano. O ouro segue 19,7% acima de 12 meses atrás e os bancos centrais continuam comprando. Manter a posição é a leitura dos especialistas da Rede Câmbio Seguro.

Onde o preço está

US$ 4.086 a onça, em alta de 0,75% nesta terça após dado fraco de emprego nos EUA. Alta de 19,7% em 12 meses. Paridade de hoje: R$ 666 a grama.

O que segura o preço

Juro americano alto tira atratividade do ouro, que não paga rendimento. Mas o JOLTS de hoje veio fraco (7,36 mi de vagas, abaixo do esperado): mercado de trabalho esfriando trava o Fed e devolve fôlego ao metal.

Importadores e Simples Nacional

IOF de 0% na maioria dos casos. Com o dólar em R$ 5,08 e o câmbio estável, é uma janela boa para antecipar pagamentos de fornecedores no exterior.

Remessa para investimento

IOF de 1,1%. Patamar de câmbio confortável para quem envia recursos a aplicações lá fora de forma programada.

Quem envia (exporta serviço)

Recebe menos reais por dólar do que em junho. Se puder aguardar, o pós-Copom e o payroll de sexta podem abrir uma janela melhor.

Quem recebe do exterior

Manutenção, estudo e família: fracionar a remessa ao longo do mês reduz o risco de pegar o pior dia numa semana de decisão de juros.

Ter · 04/08
Saiu hoje: produção industrial brasileira caiu 1,8% em junho, segundo mês seguido de queda. Nos EUA, o JOLTS mostrou 7,36 mi de vagas, abaixo do esperado. Copom iniciou a reunião às 10h08.
Qua · 05/08
Decisão do Copom, às 18h30. Mercado dá 98% de chance de corte da Selic para 14,00%. O que move o câmbio é o texto do comunicado, não o corte em si.
Qui · 06/08
Reação ao comunicado do Copom e balança comercial brasileira. Se o Banco Central sinalizar mais cortes à frente, o dólar tende a subir um pouco.
Sex · 07/08
Payroll dos EUA, às 9h30 — o dado mais importante da semana lá fora. Emprego forte reforça juro americano alto, dólar mais firme e pressão no ouro.
Radar
Negociações EUA–Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz. Acordo confirmado derruba mais o petróleo e ajuda o real; ruptura das conversas inverte tudo rapidamente.
FONTES: Kitco · Banco Central do Brasil (Boletim Focus e calendário Copom) · Reuters · Bank of England · Federal Reserve · Financial Times · IBGE · B3 · Investing.com — dados coletados em 04/08/2026.
Conteúdo informativo. Cotações oscilam ao longo do dia e não constituem oferta de câmbio, recomendação de investimento ou garantia de resultado. Consulte sua unidade RCS para taxas aplicáveis à sua operação.