As casas de câmbio vão sucumbir com o avanço da tecnologia e da Inteligência Artificial? Muitos setores vêm passando por diversas mudanças, inclusive o mercado cambial, mas será mesmo o fim das casas de câmbio?
Antes de responder a essa pergunta é importante ressaltar o que significa o termo “casa de câmbio”. Ele tem origem na prática comercial de troca de moedas e instrumentos financeiros que remonta à Idade Média. A palavra “câmbio” vem do latim cambium, que significa “troca” ou “permuta”.
Na Europa medieval, os mercadores precisavam trocar diferentes moedas para realizar transações entre reinos e cidades-estados, já que cada local tinha sua própria moeda. Para facilitar esse comércio, surgiram os “cambiadores”, que, na época, operavam as bancas em mercados e feiras, oferecendo serviços de troca de moedas. Com o tempo, esses profissionais se estabeleceram em locais fixos, dando origem às primeiras casas de câmbio.
Na Itália renascentista, os banqueiros de cidades como Veneza, Florença e Gênova desempenharam um papel fundamental na institucionalização do câmbio. Já no Brasil, as primeiras “casas de câmbio” surgiram com a necessidade de facilitar transações internacionais, especialmente a partir da abertura econômica do século XX. A troca de uma moeda estrangeira pela moeda do país ou vice-versa, em resumo, era assim.
Vale ressaltar que, popularmente, se diz “casa de câmbio”, mas esse termo não é reconhecido por nenhum órgão regulador. Para o Banco Central do Brasil a nomenclatura correta é instituição financeira autorizada a operar no mercado de câmbio, no qual todas elas tem um registro no Bacen. As instituições autorizadas operam através de lojas próprias ou através de correspondentes cambiais.
O que as casas de câmbio oferecem?
As instituições financeiras autorizadas a operar no mercado de câmbio oferecem, normalmente, os serviços de compra e venda de moeda estrangeira em espécie, cartão pré-pago, remessas unilaterais (envio e recebimento de dinheiro entre pessoas físicas), remessas internacionais de diversas modalidades como importação, exportação, pagamento de fornecedores, dentre outros tipos de pagamentos internacionais.
Com o surgimento de novas tecnologias, como por exemplo cartão de conta global que apresenta uma solução com IOF mais barato (1,1%), operações eFX que é um conjunto de serviços de remessas que facilitam as operações no mercado de câmbio e outros ativos digitais, a pergunta que fica é: os pontos de atendimentos denominados “casas de câmbio” deixarão de existir?
Vamos pontuar bem essa resposta. Em diversos países a moeda em espécie ainda é muito utilizada. No Brasil somos privilegiados em ter contas bancárias com tanta tecnologia e baixo custo, mas essa não é a realidade de muitos países. Nos EUA, por exemplo, o dinheiro em espécie é muito aceito. Por lá, a cultura é sempre ter troco para quando o pagamento é realizado com uma nota maior para comprar algo de pequeno valor, inclusive na própria Disney.
Na América do Sul, a moeda em espécie é muito viável para fazer pagamentos. No Shopping China, local onde muitos brasileiros realizam compras no Paraguai, em todos os pagamentos com uso de cartão são acrescentados 6% sob o valor da mercadoria.
O cartão pré-pago, com a alta do IOF que era de 0,38% para 6,38%, praticamente extinguiu a modalidade. Com o decreto 10.997/2022 que vem diminuindo o IOF gradativamente, com o objetivo de zerar em 2028, está fazendo com que ele volte a ser viável, podendo competir diretamente com os cartões de conta global. Atualmente o IOF do cartão pré-pago no ano de 2025 é de 3,38%.
Segurança das casas de câmbio nas remessas internacionais
Em relação às transferências unilaterais, muitas empresas criaram aplicativos para que o próprio cliente realize seus envios. Mas, mesmo assim, o ponto de atendimento de uma “casa de câmbio” é uma solução muito prática e segura. O sentimento em ter alguém fazendo algo por você, com a garantia de que está sendo feito de maneira correta e que a remessa vai chegar ao destino, é um valor agregado muito importante.
Nos pagamentos de importação e exportação, muitas vezes com valores expressivos, é recomendado que um agente de câmbio, atuante em uma instituição credenciada a operar no mercado pelo Bacen, realize a operação com segurança.
O aumento de soluções com tecnologia para o cliente, empregadas nas casas de câmbio, não é apenas uma tendência, mas acaba se tornando lei. Podemos enumerar alguns dos princípios que norteiam o mercado de câmbio com a lei 14.286/2021, denominada “Novo Marco Cambial”:
– Competição para a prestação de serviços ao público relacionados às operações do mercado de câmbio;
– Atendimento das necessidades do público, em especial liberdade de escolha, privacidade, transparência e acesso a informações claras e completas sobre as condições das operações do mercado de câmbio;
– Estímulo à inovação, considerando a legalidade das operações, e à diversidade de modelos de negócio;
– Redução de custos de transação no mercado de câmbio;
Respondendo à pergunta: será o fim das “casas de câmbio”?
A resposta é NÃO! Muito pelo contrário, com a globalização e o aumento das transações internacionais o mercado cambial tem exigido cada vez mais profissionais qualificados para atender novas demandas. Sempre haverá inovação e novas experiências, tanto para o cliente quanto para as empresas.
A Rede Câmbio Seguro, cuja operação principal é o mercado cambial, é a pioneira no Brasil em incluir em seu portfólio, como casa de câmbio, serviços da mais alta qualidade, como compra e venda de moedas estrangeiras em espécie; emissão de cartão Pré Pago; envios e recebimentos de dinheiro para empresas e pessoas físicas para todo o mundo; instituição de aplicativo de conta global com cartão Mastercard Platinum; negociações com ouro ativo financeiro; envio de documentos e encomendas para todo o mundo através da DHL e Fedex; disponibilização de chip internacional; seguro de viagem, dentre outros serviços.
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Além da legalidade e segurança, o cliente pode contar com a seriedade de um grupo que está no mercado há mais de 16 anos. Para todos os serviços relacionados ao câmbio, a Rede Câmbio Seguro está credenciada ao Banco Central, ao lado das principais instituições financeiras do país. Para os demais produtos, a empresa possui parceiros com reconhecimento nacional e internacional.
Mercado está em transformação, mas não desaparecendo
Diante de tantas transformações no mercado financeiro e no setor cambial, é natural que algumas pessoas questionem o futuro das chamadas “casas de câmbio”. No entanto, a realidade mostra que essas instituições não apenas continuarão existindo, mas também evoluirão para atender às novas demandas dos clientes.
A digitalização dos serviços financeiros trouxe facilidades, mas a segurança, o atendimento especializado e a confiabilidade das instituições credenciadas ainda fazem toda a diferença. A Rede Câmbio Seguro, pioneira no Brasil na diversificação de produtos e serviços financeiros, segue inovando para oferecer soluções modernas e acessíveis.
O mercado cambial, com as casas de câmbio, não está desaparecendo – ele está se transformando. E quem acompanha essa evolução não apenas sobrevive, mas se fortalece. Afinal, enquanto houver pessoas viajando, empresas negociando internacionalmente e a necessidade de operações financeiras globais, haverá demanda para serviços cambiais seguros, confiáveis e inovadores.
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